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| Alisamento, pontas ralas, crespos e volumosos |
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Após alisamento à base de tioglicolato de amônio, os fios continuaram com cachos e volume. Depois foi feito outro processo, com etanolamina, que partiu as pontas. Quando podem ser alisados de novo?
Elenira Oliveira, por e-mail
O relaxamento pode ter falhado porque a pausa foi insuficiente para os produtos agirem. “Em um novo procedimento, deve-se optar pela amônia ou etanolamina, agentes já usados anteriormente, mas com bom profissional, produto e técnica, uma vez que esses ativos têm boa performance”, ensina Camila Cerdeira, engenheira química e proprietária da K-Pro Profissional. Se o desejo é alisar, escolher esses mesmos ingredientes, mas com a técnica japonesa, que leva chapinha. Caso os fios estejam resistentes e o objetivo seja relaxamento mais forte, sem efeito lisérrimo, convém experimentar a guanidina. Para refazer a transformação, tratar os fios e avaliar sua integridade com teste de mechas. “Não há prazo definido. O que determina o tempo é a qualidade do cabelo após o teste”, diz Camila. Em relação às pontas, elas estavam com sua estrutura fraca, comprometida e, ao receberem um relaxante alcalino, se sensibilizaram e partiram. O cabelo a ser relaxado tem de ser tratado com fórmulas de pH balanceado, entre 4.5 a 5.5, para selar as cutículas e manter a integridade da camada ácida da fibra. “Também deve-se repor queratina hidrolisada, ou seja, quebrada em moléculas para melhor penetração, e usar condicionador com protetor solar, pois os raios UV enfraquecem as pontes de enxofre e fragilizam o cabelo”, conclui. |
Fios processados com escova definitiva à base de tioglicolato de amônio e que apresentam pontas ralas podem receber progressiva?
Ana Beatriz, por e-mail
Em geral, progressiva é a denominação para técnicas que usam produtos com formol. No entanto, em quantidade maior que os 0,2% recomendados pela Anvisa, a substância é ilegal e prejudicial à saúde. “Não aconselho a troca. Como os fios já foram transformados
pela amônia, sugiro continuar com o princípio ativo, para evitar incompatibilidade”, explica Vani Blascovich, diretora de Plumari e Le Clique. As pontas tornaram-se ralas devido à alcalinidade da química. “Após o processo, deve-se estabilizar o pH para manter o cabelo saudável e garantir a durabilidade da transformação”.
Qual a melhor química para alisar cabelo crespo e muito volumoso?
Daniela, por e-mail
Depende do estado dos fios e do objetivo da cliente. Sem esquecer que, antes de qualquer transformação, é indispensável o teste de mecha. “Para resultado natural, aconselho relaxamento à base de hidróxido de guanidina”, explica Lílian Venâncio, consultora de produtos Maxiline. A fórmula deve conter aminoácidos, que evitam a perda de água e têm propriedades revitalizadoras. Enquanto diminui o volume e abre os cachos, a química também combate o ressecamento. “Manteiga de cupuaçu, de oliva e um complexo protéico, como o contido na linha Reposicionamento Capilar Ondas, impedem danos durante o procedimento”, diz Lílian. O retoque na raiz deve ser feito a cada 30 dias e a manutenção, semanalmente, dependendo da necessidade, com o uso de substâncias restauradoras.
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